Um verdadeiro sonho para muitos, que planejam desde criança este episódio de suas vidas, em encontrar um grande amor, e celebrar a união com uma cerimônia digna de contos da Disney. E um verdadeiro pesadelo para outros tantos, uns que procuram fugir aos compromissos de qualquer maneira, aqueles que já desistiram por não acreditar mais nessa possibilidade, outros que sentem-se extremamente cobrados pela sociedade, família, e por si mesmos, a "desencalhar", enfim. São tantas as produções, as construções, e os mitos culturais em torno desse acordo, ritual que chamamos de "casamento", que é compreensível ele gerar tanta dor de cabeça assim nas pessoas. A verdade é que não deveríamos dar tamanha importância ao casamento, transformando-o nesta coisa homérica. Casamento deve ser algo de muito mais leveza, uma consequência, e nunca um fim. No entanto, o que se percebe nos dias atuais? Mais casamentos terminando, do que começando. Por que? Simples, eles começam pelos motivos errados. Na grande maioria das vezes, ele acaba sendo um fim, ao invés de um desdobramento natural da relação como deveria ser. Muitos casam por objetivo, cobrança, conveniência, necessidade, conservadorismo, entre tantas outras razões equivocadas, e acabam esquecendo que o casamento não passa de um "protocolo social", e esquecendo também o que importa de verdade entre um casal; amor! O que eu vejo muito por aí, são festas caríssimas de casamento, onde a união não dura mais que uma estação do ano, ou se dura, é pela velha e boa infeliz comodidade. Porém, outra coisa que eu vejo muito por aí também, são casais extremamente felizes e funcionais, que estão há anos juntos, e nunca se casaram. O que estou querendo dizer? Dizer se casamento é algo bom ou ruim? Absolutamente que não. O que eu quero dizer, é que um casal feliz e funcional, independe do rótulo que carregam, se são apaixonados, namorados, noivos, casados, ou qualquer outro modelo de união. Se o casamento tiver razão de ser, encher os olhos, ser bonito, um capítulo natural de uma união feliz, e tiver parceria, companheirismo, cumplicidade, harmonia, convenção, sintonia, e principalmente, amor, então encontro motivos que valem a pena, para se fazer uma linda festa, e celebrar com amigos e familiares. O verdadeiro elo entre um casal, não está no dedo, está no coração...
Já dizia Juan Marsé - "O amor é uma ditadura em que manda mais quem ama menos..."
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quinta-feira, 10 de maio de 2012
sábado, 5 de maio de 2012
Corpos distantes? Corações próximos...
Estava eu ouvindo uma querida amiga falar a respeito da dificuldade de se manter uma relação à distância. Ela me comentava, com ar de tristeza nos olhos, e certa melancolia no tom de voz, que não aguentava mais estar separada por continentes de seu amado, que não suportava a tortura da saudade, e não sabia mais onde encontrar recursos para lidar com a angústia dessa falta. Eu fiquei pensando em relação a essa "geografia do amar", em como todos podemos ser afetados por essa realidade a partir de um eventual desdobramento da vida, seja por questões profissionais, familiares, enfim, e de uma hora para a outra, se ver longe da pessoa amada! Não é fácil elaborar essa situação, gerir e nutrir uma relação à distância, mas diferentemente do que muitos acreditam, é possível sim preservar cada gota de amor, e manter uma relação "funcional", mesmo de longe... Vai exigir de cada um, muita estrutura, auto-confiança, auto-conceito, mente e coração bem resolvidos. Já da relação, vai exigir muita solidez, confiança, clareza, respeito, e acima de tudo, amor! O que importa de verdade não é estar ao lado, é estar dentro... O que é de verdade, o que é forte, vai superar a saudade, vontade, falta, lágrima, medo, e resistir a qualquer dificuldade, ou adversidade que se impor entre o amor... Quilômetros podem separar corpos, mas jamais almas e corações...
sábado, 28 de abril de 2012
Amor leve, como se deve
Quem almeja a felicidade no outro, corre grande risco de não encontrá-la. A felicidade não está, nunca esteve, e nunca estará no outro. Está em você, em como percebe a vida, e como se percebe nela. Os caminhos da carência, da fragilidade e da cobrança, dependendo do momento no qual nos encontramos, tornam-se muito sedutores, mas devem sempre ser mais do que evitados. Procure, pelo bem de sua saúde mental e afetiva, não ser dependente do afeto de ninguém. A outra pessoa deve vir não para completar um "suposto vazio existencial", e sim amplificar ainda mais a felicidade. Este é o caminho para construir um amor leve como se deve, pleno, livre, intenso e maduro. É não precisar do outro para absolutamente nada, duas almas livres, que simplesmente estão ali, uma ao lado da outra, porque não haveria nenhum outro lugar no mundo onde gostariam mais de estar, do que aquele...
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