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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Filhos, por que tê-los?

Como costumam funcionar as coisas? Bem, quando estamos solteiros, nos perguntam, e então, quando vão "desencalhar"? Quando supostamente se "desencalha", lá vem mais perguntas, e então, quando é o casório? E pensa que as exigências culturais acabam por aí? Não, na verdade elas são intermináveis, somos demandados constantemente. Mas depois do casório, qual é a próxima? E então, quero meu sobrinho, ou meu netinho, e o filhote quando vem? Isso tudo, na vida de alguns, acontece com tamanha "rapidez", que nem se percebem dando estes passos. Passos estes, que são grandes, importantes, e envolvem uma série de coisas, pessoas, vontades, afetos, e acima de tudo, vidas. E sendo assim, merecem cuidado ao serem dados. Estou dizendo que quando acontece de maneira inesperada, ou não planejada, não dá certo? Não estou dizendo isso, pois na vida não há receitas. Mas penso sim, que se conhecendo mais, planejando os passos, construindo os projetos, a possibilidade de se evitar conflitos, e sustos lá na frente, é grande. Mas retomando o assunto, e os filhos, como tê-los? Só tê-los e pronto? Não! Nunca podemos esquecer que é uma vida que estamos colocando em jogo, e que um dos maiores privilégios do viver, é ser referência, educar, criar uma criança, torná-la uma cidadã, e acho que para isso, temos que ter considerável estrutura psíquica e financeira, para dar a estes pequenos dependentes, todo o amor que precisam. E entre o casal, é fundamental haver a harmonia, sintonia, paz, parceria, amor, e principalmente, o projeto em comum, para acolher, receber o mais novo membro como ele merece. Já ia me esquecendo da outra pergunta, por que tê-los? Por que cobram? Não! Para salvar casamentos? Não! Para o filho realizar os sonhos, que não conseguiu realizar? Não! Por que sim? Não! Tem que se querer um filho, para simplesmente agregar a família, ter mais um membro, mais história, mais amor. Um filho não pode nunca ser depositário de nossas vontades ou frustrações. Devemos guiá-los para o mundo, para a liberdade, para o amor, para que eles mesmos, construam seus próprios sonhos, seus próprios olhares sobre a vida. Este, é um dos espetáculos mais fascinantes da existência. Filhos, são como os mais lindos brotos, que se doam de corpo, alma e coração, nos dando o privilégio de regá-los, e conduzi-los a tornarem-se magníficas árvores...


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Casar ou não casar, eis a questão...

Um verdadeiro sonho para muitos, que planejam desde criança este episódio de suas vidas, em encontrar um grande amor, e celebrar a união com uma cerimônia digna de contos da Disney. E um verdadeiro pesadelo para outros tantos, uns que procuram fugir aos compromissos de qualquer maneira, aqueles que já desistiram por não acreditar mais nessa possibilidade, outros que sentem-se extremamente cobrados pela sociedade, família, e por si mesmos, a "desencalhar", enfim. São tantas as produções, as construções, e os mitos culturais em torno desse acordo, ritual que chamamos de "casamento", que é compreensível ele gerar tanta dor de cabeça assim nas pessoas. A verdade é que não deveríamos dar tamanha importância ao casamento, transformando-o nesta coisa homérica. Casamento deve ser algo de muito mais leveza, uma consequência, e nunca um fim. No entanto, o que se percebe nos dias atuais? Mais casamentos terminando, do que começando. Por que? Simples, eles começam pelos motivos errados. Na grande maioria das vezes, ele acaba sendo um fim, ao invés de um desdobramento natural da relação como deveria ser. Muitos casam por objetivo, cobrança, conveniência, necessidade, conservadorismo, entre tantas outras razões equivocadas, e acabam esquecendo que o casamento não passa de um "protocolo social", e esquecendo também o que importa de verdade entre um casal; amor! O que eu vejo muito por aí, são festas caríssimas de casamento, onde a união não dura mais que uma estação do ano, ou se dura, é pela velha e boa infeliz comodidade. Porém, outra coisa que eu vejo muito por aí também, são casais extremamente felizes e funcionais, que estão há anos juntos, e nunca se casaram. O que estou querendo dizer? Dizer se casamento é algo bom ou ruim? Absolutamente que não. O que eu quero dizer, é que um casal feliz e funcional, independe do rótulo que carregam, se são apaixonados, namorados, noivos, casados, ou qualquer outro modelo de união. Se o casamento tiver razão de ser, encher os olhos, ser bonito, um capítulo natural de uma união feliz, e tiver parceria, companheirismo, cumplicidade, harmonia, convenção, sintonia, e principalmente, amor, então encontro motivos que valem a pena, para se fazer uma linda festa, e celebrar com amigos e familiares. O verdadeiro elo entre um casal, não está no dedo, está no coração...